Redução de IPI para compra de Carro

Montadoras se comprometem a manter empregos e repassar redução de IPI para o consumidor

Redução de IPI para compra de CarroA redução tributária na venda de veículos deu impulso forte ao setor, que atualmente vende 16,6 mil carros por dia, em média, de acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Esses números animaram o governo a manter a desoneração do setor por mais dois meses, uma vez que a indústria automobilística se compromete a manter o nível de empregos e a repassar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o consumidor.

Segundo Mantega, o governo acompanha com atenção os preços de mercado, nos casos de produtos que gozam algum tipo de subsídio fiscal, e “pudemos observar”, disse ele, que nos últimos seis meses os preços dos automóveis estão em média 4,5% mais baratos. Isso não condiz, porém, com os preços internacionais, que são bem mais baratos, mas o ministro ressaltou que o governo continuará a adotar medidas para a redução de custos e espera que “um dia os brasileiros tenham oportunidade de pagar aqui preços equivalentes aos cobrados lá fora”.

Além do benefício para o setor automotivo, o ministro anunciou desoneração também para os produtos da linha branca (fogões, geladeiras, máquinas de lavar), móveis, bens de capital (máquinas, equipamentos, caminhões e implementos agrícolas), material de construção e depreciação acelerada dos bens de capital usados. No todo, a equipe econômica estima renúncia fiscal de R$ 1,2 bilhão neste ano e de R$ 3,9 bilhões no ano que vem, uma vez que os subsídios para bens de capital e material de construção valem até 31 de dezembro de 2013.

Em resposta à cobrança de medidas adicionais para dimunuir os efeitos da “guerra comercial” com o mercado externo, Mantega lembrou que os carros de fabricação estrangeira já pagam 30% de Imposto de Importação e o governo continua adotando medidas para reduzir os custos de produção e tornar os preços dos produtos brasileiros mais competitivos. Ele destacou, contudo, que o problema comercial é derivado da crise internacional e quem tem mercado, como o Brasil, sofre assédio dos outros mercados. “É uma guerra pesada, mas vamos melhorar”, disse.

Fonte: Agência Brasil

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